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Conferência São Vicente de Paulo  

 

A Conferência Vicentina de S.Mamede de Vila Chã 

A Sociedade de S. Vicente de Paulo foi fundada em Paris em 1833 por Frederico Ozanam e chegou a Portugal em 1859.
É uma organização católica , internacional de leigos, e tem objectivo aliviar aqueles que sofrem, em espírito de justiça e de caridade. A sua acção compreende todas as formas de ajuda por meio de um contacto pessoal, para promoção da dignidade do homem, não só aliviando a miséria, como descobrindo e solucionando as suas causas. Esta ajuda visa todos os Homens sem distinção de religião, política, cor origem e casta.

Os membros da Sociedade – os Vicentinos – estão unidos entre si por um mesmo espírito de pobreza e de partilha, e organizam-se em grupos, chamados Conferências. Estas estão unidas por Concelhos a nível local, regional, nacional e mundial. Podem ser masculinas, femininas ou mistas. Cada Conferência deve ter um Conselheiro Espiritual – geralmente o Pároco – cuja falta não afecta a espiritualidade e o seu bom funcionamento.
As Conferências podem organizar-se e actuar no seio de diferentes comunidades: paróquias, centros apostólicos, estabelecimentos de ensino, movimentos de jovens, bairros, cidades, empresas, prisões, hospitais, etc...

A Conferência Vicentina de Vila Chã foi fundada em 23 de Janeiro de 1960 com o nome do padroeiro da freguesia – Conferência Vicentina de S. Mamede de Vila Chã. O primeiro presidente foi o professor João Lourenço Pereira, que conforme ditam as regras, escolheu  para vice-presidente Noé Gonçalves Miranda, que, por mudança de residência, foi depois substituído por Manuel Ramos Moreira, para tesoureiro Albino da Silva Ramos e para secretário António Álvares dos Santos Adão. Claro que outros elementos se comprometeram a colaborar, como vogais.
Esta Conferência cujo Conselheiro Espiritual era o pároco de então Padre Ventura de Azevedo Teixeira, tendo sido substituído em 1962 pelo Padre Carlos Coelho de Magalhães, funcionou apenas durante 6 anos, ficando inactiva.

Foi reactivada em 5 de Janeiro de 1991, com o nome de Conferência Vicentina Mista de S. Mamede de Vila Chã, sendo eleita presidente Maria Iolanda dos Reis Pereira Dias que por sua vez escolheu para vice-presidente Maria Fernanda Moreira Dias, para secretária Joaquina Fernanda Rodrigues Magalhães e para tesoureira Maria Alice Maia Casais. Além destes cargos havia a preciosa colaboração dos seguintes elementos: 2º Secretário Amadeu Gonçalves dos Santos. 2º tesoureiro Carla Maria Fonseca da Silva, sendo os vogais em número de cinco: Manuel Gonçalves de Miranda, Carla Maria Rocha Ferreira, Lúcia Cristina Oliveira, Luís Martins, Benjamim Castro.

As normas pelas quais nos regemos – Regras – apontam para o seguinte:

1º - Deve fazer-se , no mínimo uma reunião mensal em que todos os vicentinos devem participar, a não ser por motivo de força maior.                     

2º - Todos os elementos devem dar testemunho do seu espírito vicentino em todos os passos da sua vida, inclusivamente ser católicos praticantes.

3º -  Devem aceitar os cargos para que foram designados, salvo por motivo forte e impeditivo.
Cada reunião deve começar e terminar com as orações tradicionais da Sociedade.
A primeira parte da reunião é dedicada a uma reflexão comunitária, inspirada na Bíblia, nos ensinamentos da Igreja, nos pensamentos de S. Vicente de Paulo ou Frederico Ozanam, ou temas de livros de carácter religioso.           
Seguidamente a secretária lê a acta de tudo o que se fez na reunião anterior.

A 2ª parte é dedicada ao relato da actividade vicentina, examinando-se em comum as medidas tomadas ou a tomar, numa preocupação de caridade e justiça.      
Faz-se depois, como espírito de partilha, uma colecta de carácter secreto, que faz parte da nossa receita.

Por fim, procede-se às contas apresentadas pela tesoureira resultantes da receita obtida e da despesa feita.
Dentre vária actividades desenvolvidas, aquela que mais nos enriquece espiritualmente, são as visitas aos doentes e aos pobres. Ao longo destes anos, são as terças-feiras destinas a esse fim.
De tudo que se faz e diz numa reunião, a secretária elabora uma acta que porá à aprovação de todos, no princípio da reunião seguinte.
A Presidente é eleita, por 4 anos e poderá ser reeleita por mais 4, apenas uma vez, sendo eleita outra/outro vicentino que por sua vez poderá escolher ou não os mesmos elementos principais.
É função da Presidente orientar as reuniões e organizar a agenda de trabalhos a tratar em cada reunião. Deve dar a cada membro o seu concelho e amizade, para manter a unidade da Conferência. Deve também representar a Sociedade junto das entidades religiosas e civis locais.

A Conferência Vicentina de Vila Chã gere com o máximo rigor possível as receitas que nos vêm das contribuições periódicas dos subscritores, das ofertas, das colectas e dos donativos da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Vila do Conde.
É com o montante das receitas que fazemos frente às despesas com as famílias mais carenciadas, em medicamentos, rendas de casas e géneros alimentares.
Ao longo deste anos, considero positiva a actuação da nossa Conferência, pois algo significativo se fez em prol do próximo.
No início da sua reactivação em 1991 surgiu um caso que a todos os vicentinos marcou: um pobre homem, solitário, que vivia, por esmola, num barraco erguido no meio de uma bouça e ficou gravemente doente dos pulmões, precisando de ser tratado no Hospital de S. João do Porto, na área de pneumologia.
Foi o vicentino Amadeu Gonçalves dos Santos que sempre se disponibilizou para acompanhá-lo.

Era ele o célebre “Tone da Melindra”, da família dos Peraltas. Ao fim de alguns meses e porque estávamos informados que a fase terminal se saproximava, conseguimos o seu internamento no Hospital de Vila do Conde, onde faleceu em Outubro de 1992.
Outros internamentos foram conseguidos: um , para uma senhora no Lar de Idosos de S. Pedro de Rates, em 1997. Em 1995 esta mesma senhora fora para o Centro de Dia “O Tecto” com o nosso empenho. Uma outra também foi para o mesmo Centro de Dia em 1997.
No início de 1998 conseguimos internamento de uma outra senhora, hoje com 93 anos, no Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde.
Também nos empenhamos no internamento de uma adolescente, fruto dae uma relação incesta, no Lar de Deficientes da Touguinha, que aí se encontra desde a inauguração deste estabelecimento social.
Temos conseguido camas articuladas e cadeiras de rodas para aqueles que delas necessitam.
Além de tudo isto, a Conferência Vicentina de S. Mamede de Vila Chã, tem realizado de 2 em 2 anos uma Festa aos Idosos da freguesia, composta de três partes:

A primeira é a celebração da Eucaristia, para dar graças a Deus pelas vidas dos que assistem, pedindo também pelos doentes e pelo descanso eterno dos que Deus já chamou a si.
A segunda parte é recreativa, nela tendo participado vicentinas, idosos, grupos de jovens, salientando “ Os Amigos do Teatro” e a Associação Juvenil de Vila Chã.
A última parte da Festa, como se impõe, consta de um lanche, onde todos convivemos e se matam saudades dos amigos que há anos não se viam.
Anualmente a Conferência apresenta aos seus superiores hierárquicos – o Conselho Particular de Vila do Conde, com sede no Salão Paroquial de Fornelo – um resumo de todo o movimento e actividades desenvolvidas num mapa chamado – Mapa Estatístico.
Mensalmente há uma reunião das 9 Conferências do Concelho de Vila do Conde, com o Concelho Particular, onde sempre nos fazemos representar.

De 1991 a 1999 foi Presidente da Conferência de S. Mamede de Vila Chã, a vicentina Maria Iolanda dos Reis Pereira Dias.
Após este período houve eleição, sendo eleita Maria Fernanda Moreira Dias, que por sua vez, escolheu para vice-presidente Iolanda Reis, para secretária, Carla Maria Fonseca da Silva, para tesoureira, Maria Carolina Soares Almeida Ceia, como 2ª secretária Joaquina Fernanda Rodrigues Magalhães, como 2ª tesoureira Maria Alice Maia Casais e continuaram como vogais Manuel Gonçalves Miranda, Amadeu Gonçalves dos Santos e Maria Madalena Bragança Casais.
Após 4 anos de exercício como presidente, em que demonstrou todo o amor pelos mais fragilizados pelos infortúnios da vida, não quis continuar porque se sentia muito cansada e houve novamente eleições – Janeiro de 2003.

Aconteceu, porém, haver um empate entre as vicentinas Iolanda Reis e Fernanda Magalhães. Iolanda Reis já havia sido presidente oito anos, pelo que caberia a Fernanda Magalhães   o exercício dessa função; mas perante a sua recusa, por indisponibilidade, ficou como presidente pela 3ª vez , a vicentina Iolanda Reis que escolheu para vice-presidente Maria Alice Maia Casais, para secretária Fernanda Magalhães e para tesoureira a anterior Carolina Ceia.
Não quiseram continuar na Conferência alegando a sua idade e cansaço Manuel Gonçalves de Miranda e Amadeu Gonçalves dos Santos, entrando Maria Vitória Ramos dos Santos, que exerce a função de 2ª secretária e Maria Cristina Álvares Casais, a função de 2ª tesoureira, bem como Porfírio Vaz e Maria Madalena Bragança Casais, ambos vogais. O vicentino Porfírio Vaz teve de se retirar em 2005, por motivos pessoais.
Esta presidente termina o seu mandato no final de 2006, pelo que no início de 2007 proceder-se-á  a novas eleições e a Conferência Vicentina de S. Mamede de Vila Chã terá uma outra Presidente.

Artigo escrito pela actual Presidente da Conferência Vicentina de S. Mamede de Vila Chã Iolanda dos Reis Pereira Dias.

 
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