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Culinária Antiga / Actual  

 

A Cozinha Rural ( Cozinha Aldeã)

 

A cozinha rústica em de Vila Chã e nas províncias nortenhas, tanto no mobiliário, como nos adornos e utensílios, como no tocante ao asseio, como ainda na função que desempenha nos meios campesinos, difere sobremaneira da cozinha citadina.
A diferença, não há dúvida, é deveras notória
.

A cozinha rural nos povoados da jurisdição de Vila do Conde e só dessa nos interessa discretear, regra geral, localiza-se próximo da porta da rua e com entrada pelo quinteiro que toda a casa, sem excepção possui como recinto imprescindível ao exercício da lavoura.
O seu pavimento, na generalidade, é térreo. Porém, nas casas mais abastadas, é cimentado.

Além da função que lhe é inerente, faz ainda de sala de jantar, de leitura, de visitas, de jogo(mormente cartas), de passar a ferro, de costura, de quarto de banho para as crianças a até para adultos.
Com relação aos pés, bem como de escritório onde à volta de uma infusa cheia de vinho verde, se discutem e fecham os mais importantes negócios do casal.
A cozinha aldeã - sabe-o toda a gente - é a dependência mais frequentada da casa e, pelas suas características, a mais acolhedora.

Por esse motivo, vamos dar uma relação abreviada do mobiliário, objectos e adornos nela patentes que, com diminutas alterações de umas para as outras consta do seguinte:
O lar, de pedra lajeada, onde figuram, por norma, as panelas de três pés ou à portuguesa; a chaminé, sobre o largo, com o seu galheiro onde bamboleiam os salpicões no fumeiro; o forno, construído em abóbada de tijolo, que além de servir para a cozedura semanal do pão, serve ainda, nas festas de casamento, baptizados e comunhões, para assadura de carnes, batatas e até mesmo para determinados géneros de doçaria caseira; a borralheira, que recebe a borralha (cinza) extraída da lareira e do forno; a masseira, umas vezes portátil, outras a servir de mesa; a banca de louça ou de pedra inteiriça com a respectiva gamela redonda, cavacada, para lavagem das louças; o louceiro de madeira em cru, sobre a banca, repleto de tigelas, travessa, pratos, canecas, púcaros e, no prateleiro superior, uma correnteza de tachos de barro e de ferro; o armário, pintado, onde se arrecadam as louças finas, os vidros e alguns comestíveis; a mesa, de pinho, com duas gavetas para resguardo das comidas sobrantes e recolha de talheres, de panos e sacas; dois bancos compridos ou um banco só e o preguiceiro, o qual, ordinariamente, devido ao espaldar, permanece encostado à parede; uma fiada de cabides toscos; um ou outro mocho de pinho (banco pequeno); o alguidar e um prato de barro (quase sempre partido) com um naco de sabão; junto, um pano (ou toalha) pendurado adhoc numa cavilha de ferro ou de madeira.
Perto do alguidar, encontram-se dois ou três tipos de vasilhas (regador, jarro, balde ou cântaro) com água potável, visto não haver, por dispendiosos, os encanamentos ligados ao interior do prédio.
Igualmente como utensílios indispensáveis na cozinha rústica e que permanecem próximo da lareira, podem citar-se o cepo ou raizeiro onde se racha a lenha.

DOCES TRADICIONAIS DA FREGUESIA DE VILA CHÁ (CONCELHO VILA DO CONDE)

"BOLHELHOS"

Ingredientes: abóbora menina, farinha, água, açúcar, amendoim descascado e figos
secos.

Modo de preparação: descasca-se a abóbora menina, parte-se em cubos de cerca de
5 cm, coze-se em água com um pouco de farinha para dar consistência e um pouco
de sal. Quando estiver cozida, tira-se e coloca-se dentro dum pano e espreme-se até
sair o excesso de humidade. Em seguida frita-se na sertã com azeite, acrescentando
alguns amendoins descascados inteiros e pedaços de figos secos. Mexe-se até estar
estaladiço, tira-se e serve-se frio.

"RABANADAS"

Ingredientes: pão de cacete seco, leite, ovos, azeite, canela em pó e açúcar.
(Acrescentava-se por vezes Vinho do Porto em ocasiões mais cerimoniosas).

Modo de preparação: corta-se o pão em fatias e banha-se em leite e ovo mexido,
fritando-se de seguida em azeite ou óleo. Condimenta-se em seguida com açúcar e
canela.

"SONHOS"

Sonhos é o nome tradicional deste tipo de doces, também se usa o nome de Arrebitas.

Ingredientes: farinha, água, ovos e canela em pó.

Modo de preparação: Prepara-se a farinha e mistura-se com ovos mexidos e com água, condimentando-se com canela e sal. Vai à sertã e frita-se em azeite em lume médio, mexendo até ficar estaladiço e bem cheiroso. Serve-se frio.

"FOLAR DOCE"

Este doce é usado principalmente na Páscoa, sendo o doce tradicional mais usado
nesta época do ano.

Ingredientes: farinha, ovos, água, fermento, sal, manteiga.

Modo de preparação: bate-se muito bem a farinha com água e fermento, dando-lhe o
feitio desejado deixando-se em repouso por 60 minutos a levedar. Vai ao forno para
cozer. Quando já estiver bem cozido e com cor, tira-se do forno barrando-se com um
pano a toda a volta de manteiga em seguida. Deixa-se arrefecer e está pronto.

"ALETRIA"

Este doce é muito conhecido e usado durante todo o ano.

Ingredientes: esparguete, ovos batidos, leite, canela em pó e limão.

Modo de preparação: coze-se o esparguete em leite em lume médio e mistura-se com
os ovos batidos e rodelas de limão, mexendo sempre, quando estiver bem cozida,
verte-se nos pratos que se vai servir, condimenta-se com canela deixa-se arrefecer e
come-se.

 
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