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Navio do Norte
(Tiber)

 

A verdadeira história do naufrágio deste navio ainda é desconhecida. Sabe-se que era um navio antigo, de construção em madeira mas o tipo de embarcação, de onde vinha e qual seria o seu destino continuam ainda um mistério. ‘Navio do Norte’ é o nome atribuído pelos pescadores da altura a este navio.

Deste navio resta alguma carga, constituída por canhões com os respetivos rodados e balas, algumas peças metálicas, folhas de cobre armazenadas em lotes, algumas pedras de lastro, entre outros.

Pescadores da pesca submarinha confirmam que ainda são visíveis pedaços de madeira que pertenciam à estrutura da embarcação, e que devido ao constante assoreamento se preservaram até aos dias de hoje. Este naufrágio encontra-se em mar aberto, num fundo de areia, a uma profundidade de 33 m.

A fauna neste local é abundante, sendo possível encontrar com frequência cardumes de fanecas, congros, lavagantes e polvos, por isso, este local é muito frequentado por pescadores submarinos.

Também é frequente encontrar-se redes junto ao local, lançadas pelos pescadores da pesca artesanal.

Esse navio vapor chamava-se Tiber e pertencia à companhia britânica P&O Line. Lançado à água a 8 de Agosto de 1846, estava equipado com 2 motores, ou cilindros, de 280 hp que faziam rodar as pás laterais e originavam uma velocidade máxima de 9 nós. O casco era revestido com placas metálicas e tinha capacidade para transportar 225 toneladas de carvão.

Naufragou ao largo de Vila Chã, a 21 de Fevereiro de 1847, ao princípio da tarde, quando fazia viagem de Gibraltar para Southampton, com o Capitão Bingham como comandante.

Tinha feito escala em Lisboa de onde zarpara às 8h da manhã do dia anterior com doze passageiros de primeira classe, alguns de segunda classe e um punhado de Galegos que seguiam para Vigo onde faria uma última escala antes de rumar ao seu destino final.

As causas deste naufrágio continuam inconclusivas, pois existem duas versões da história.

Nos documentos existentes em Portugal, diz-se que este navio afundou devido a um forte temporal e que, apesar da ajuda de pescadores e gente local, morreram cerca de 30 pessoas, entre tripulação e passageiros.
Em outra versão da época existem relatórios escritos que informam que este navio navegava sob intenso nevoeiro e que colidiu com uma pedra ao largo de Vila Chã. Após a colisão, o navio partiu-se e afundou em águas profundas em breves minutos.

Grande parte da carga perdeu-se e lamenta-se a perda de muitas vidas. Embora as versões sejam distintas, ambas apresentam um ponto em comum, grande parte do correio e carga existente no porão afundaram com o navio, e entre a carga consta também que encontrava-se um carregamento de moedas de ouro com destino aos cofres reais.

 

 

 
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